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Runtime: 24'00''

«It was kind of inevitable. We would take as our own the most recent ways of doing a certain kind of rock. New and our own, mind you. But that’s irrelevant now. They’re here and we took’em. The primacy of the instrumental over the word, the experimentation without knowledge, the dematerialized song and the mashup of different musical genres. DOPO, a collective of five musicians, are clearly implied in this theft. They are sound thieves, which is equivalent to say that they are also sound creators. The four pieces recorded in this EP explain rather well that condition. They happened, pushed against the ground or against the air.
Maybe that’s why DOPO’s music, being so familiar to us, is simultaneously able to become singular as something unstable and without form. We find in it the echoes of blues, of folk but we could also talk about a kind of dirty music. Because made at ground level, of its odours, sounds and colours. In the end, music that could have been made by dirt scratched hands.
Perhaps - we have to believe - it wasn’t. It’s just music made by a small orchestra of robbers and young adventurers that decided one day to challenge the creative act. And this record is the joyful result of that game. We find it in the song that rambles suspended in “I can see the church clock from the window of your bedroom” before interrupting its lonely march; in “Seaweed” where the solitude dissolves into whistled melodies in space; in “Lifting the valleys of the sea” where the sounds are reminiscent of whatever images we choose. But, especially, in “Distance again expands” where DOPO drags us in a passionate way, to the most deep moment and space of that same re-encounter. And we go with it voluntarily and happily.» - José Marmeleira

Downloads:

01 • I can see the church clock from the window of your bedroom pt us
[7'49'' • 11,0Mb • VBR]
02 • Seaweed ................................................................................... pt us
[5'09'' • 7,68Mb • VBR]
03 • Lifting the valleys of the sea .................................................. pt us
[5'33'' • 11,1Mb • VBR]
04 • Distance again expands .......................................................... pt us
[5'29'' • 8,74Mb • VBR]
  artwork ................................................................................... pt us
  [PDF-Zip • 2,32Mb]    
  • all tracks + artwork ................................................................ pt us
  [Zip • 40,7Mb]
  • stream release [M3U] .............................................................. us

Reviews:

«(...) First up is their EP "Last Blues, To Be Read Someday," from late 2005. Sometimes these guys remind of of (VxPxC), who I love dearly, but they're treading in decidely more psychedelic realms. There's also a heavy whiff of ocean air permeating these recordings. While it's especially obvious on "Seaweed," the real stunner is the harmonium-drenched "Lifting the Valleys of the Sea." Beautiful stuff. (...)»
- Brad Rose [Foxy Digitalis] / April 06, 2007

«A Test Tube é uma netlabel e o EP dos Dopo é já o seu trigésimo título. De orçamento reduzido e de distribuição restrita à web, este trabalho reúne quatro pinceladas experimentais, que vivem do empilhamento de linguagens. Há muito que o interesse de alguns músicos deixou o palco e espalhou-se ao comprido no laptop. O universo que nasce daqui é uma antecâmara de prazeres privados, tela que suporta rasgos de matéria e anti-matéria, bolhas que são morada de experiências várias. "I Can See The Church Clock From the Window Of Your Bedroom" é um épico à sua maneira, um tratado de quase oito minutos que tacteia sons dispersos, em vez de irromper. Já "Lifting The Valleys Of The Sea" e a derradeira "Distance Again Expands" são como um cinematógrafo a chegar a uma aldeia sedenta de imagens e sonhos. "Seaweed" é tema para ouvir em estação espacial, antes de descolar da (in)tranquilidade do planeta azul. Música que se desenvolve em vagas e se estilhaça em momentos únicos de fruição solitária. A capa, assinada por Susana Bravo, mistura traços naive com linhas precisas de atelier nova-iorquino. É um pouco essa dicotomia que se sente ao ouvir este "Last Blues, To Be Read Someday".» (8/10)
- Hélder Gomes [Mondo Bizarre #25] / March, 2006

«Os DOPO podem ser “ladrões sonoros”, como lhes chama o sempre certeiro José Marmeleira, e isso porque vão buscar a matéria-prima da sua música a várias fontes, mas o modo como trabalham a este nível começa a fazer-se notado, senão pela originalidade (dado que hoje ser original é uma impossibilidade prática), pelo menos tendo em conta o assumido subjectivismo com que o fazem. E que arte mais subjectiva haverá, afinal, do que a música? Será incorrecto, pois, compará-los com os Sunburned Hand of the Man, mas é o que vem acontecendo vezes demais. Ao que aquele grupo tem de maneirismos “flower power” fora de tempo, os portugueses contrapõem com uma postura de análise caracteristicamente experimental – em vez de fazerem profissões de fé, partem da dúvida e procuram, tentam, equacionam, são bem sucedidos ou falham, sendo as falhas tão importantes quanto os sucessos. Os pseudo-orientalismos e as situações “freakfolk” até podem ser semelhantes, mas não o modo como os conjugam. Como me disse uma vez o inteligente Otomo Yoshihide, dos poucos músicos a fazerem noise, jazz e pop com a mesma coerência, não interessa o que se faz, mas como se faz, e o certo é que o quinteto portuense está no bom caminho. Depois de uma década, a de 1980, com tanta oferta inconvencional no campo do rock, surpreendeu negativamente que os anos 90 fossem quase de desaparecimento das atitudes contracorrente. Mais eis que neste início de século se vão multiplicando novamente os casos de rebeldia contra o medíocre rock da rádio e da MTV, sendo indubitavelmente os DOPO um dos mais interessantes.»
- Rui Eduardo Paes / March 09, 2006

«Esta vai valer a pena. Já está a valer, aliás. O quinteto DOPO, dos arredores do Porto editou na test tube o seu EP de estreia no campo da música experimental, Last Blues, To Be Read Someday, que considero um dos projectos mais interessantes e originais do experimentalismo inclassificável nacional. Um mimo – diria assim – que pode ser melhor apreciado via dowload a partir da página da netlabel.
Rock na aparência, catalizador na evidência, DOPO é como um íman que atrai referências e influências de estéticas dispersas, que nas mãos dos cinco tomam formas no mínimo curiosas. Na base estão as guitarras e a bateria, que abrem espaço para a melódica, harmónio, flautas, low-budget electronics (tanto quanto se consegue perceber, até porque não há nada que soe a laptop nem às melhores marcas de máquinas da especialidade) e tudo o que os DOPO acham adequado a produzir som organizado sob as mais coloridas roupagens de folk urbano ritualista, que tem nos Boxhead Ensemble um dos emblemas/paradigmas mais imediatamente reconhecíveis. Mas isso é apenas a parte “visível”. Porque a música dos DOPO possui várias camadas abaixo do nível do mar, a razoável profundidade, e é susceptível de leituras as mais diferenciadas, ao invadir territórios e imaginários inesperados, fantasmagóricos, ancestrais, apelando à improvisação como salvo-conduto que une as pontas e liga os símbolos desta poética original e personalizada.
Há qualquer coisa de muito atraente neste arranhar imperfeito e inacabado que se aproxima muito de um estado que convida à ascese partilhada. É para aí que converge o espírito da liberdade que esconjura todos os que lhe são adversos. Segredo? Trabalho, memória e talento musical. Ouço o EP vezes sem conta e sinto que a música já me corre nas veias. Maravilhas da administração sonora intravenosa. (...)»
- Eduardo Chagas / January 28, 2006

«Com o dinamismo que se lhe reconhece - felizmente, a Test Tube tem novidades lusas... DOPO é o nome do último e novo projecto nacional lançado pela netlabel lisboeta. O registo chama-se "Last Blues, To Be Read Someday" e representa a nova aventura sonora - como não poderia deixar de ser - por um mundo muito próprio; o mundo da arte independente...
Porque o rock não se prende nem se deixa acorrentar a uma certa forma de lhe dar vida, DOPO apresenta-nos um novo caminho; outro conceito, feito da mais pura diversão sonora, entre gaitas e gaitinhas, sininhos e pandeiros, o alvoroço é grande. A emoção é forte. No reino eterno da experimentação, da vida para além do "normal", o quinteto DOPO cria e lança-se numa interessante aventura criativa, movimentando-se à vontade numa confusa floresta urbana feita de tons e sons de todas as formas e feitios. Sons daqui e dali...
Há novas experiências por aí...»
- Rui Dinis [A Trompa] / December 26, 2005

«This is 2005's final Downstream entry. Seems appropriate to end on something from the test tube netlabel, based out of Portugal. In less than a year and a half, test tube has earned a reputation as a key locale for original, freely downloadable music. Even those test tube releases that are not explicitly electronica, like DOPO's Last Blues, to Be Read Someday, the label's 30th, have an ambient intent. DOPO are reminiscent of John Fahey and Boxhead Ensemble at their most blissfully meandering. Listen on "I Can See the Church Clock from the Window" to how the background feedback drone tempts the drummer to cool his heels, or on "Seaweed" how woodwind and accordion (the latter bringing to mind Dino Saluzzi's better work on ECM) merge into one sinuous wave of warmth. The real keeper on this four-track album is "Distance Again Expands", five and a half minutes of a solemn riff played against a sonar beat, like some aged Celtic band's idea of minimal techno. The files are compressed at varying bit rates, none smaller than 470kbps (three times the size of the average netlabel download), so the sound quality is extremely good.»
- Marc Weidenbaum [Disquiet] / December 23, 2005

«A Test Tube, netlabel com um trabalho ímpar na divulgação de experimentalismos sonoros diversos, acaba de apresentar um dos seus mais belos lançamentos de sempre. DOPO é uma sugestão enviesada de rock estratosférico, sussuro alienígena, mantra indiano, oração mal ensaiada, crianças a brincar no jardim, chá verde e bolachinhas de chocolate à meia-noite. DOPO é amor.»
- Nuno Catarino / December 14, 2005

«Très honnêtement, en entendant les premières mesures de DOPO, je suis réellement retombé à la fin des années 60, à l'époque où Can expérimentait, où Amon Düül ne s'était pas encore démultiplié. Bref, un choc! Une sorte de kermesse hippie pendant laquelle volutes prohibées et sons interdits se caressent avec une certaine mais douce violence. Bon, là, je ne parle pour le moment que du premier morceau, le bien nommé 'I can see the church clock from the window of your bedroom' (!!!). C'est roots en tout cas ! Mais ce qui est roots est forcément toujours passionnant... Päs toujours facile à écouter, surtout avec le casque (le mixage est d'époque quand même!!!). Seaweed. Et alors? C'est quoi le problème? Toutes les musiques enregistrées à notre époque devraient être formatées et indolores??? Certainement pas! Et c'est pour cette raison que j'adhère à DOPO, même si ça me perce les oreilles par moments. La pochette est magnifique... Non? Enfin, quoi?»
- LaFresto / December 12, 2005


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cover:
©2005 Susana Bravo
©2005 aeriola::behaviour
music:
©2005 DOPO
©2005 test tube


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